Exposição da Vacheron Constantin em Lisboa

Exposição da Vacheron Constantin em Lisboa

Exposição da Vacheron Constantin em Lisboa

A Vacheron Constantin apresenta “Explore All Ways Possible”, uma exposição que homenageia a abertura ao mundo que caracteriza a criatividade da Maison desde a sua fundação, em 1755. A descoberta de novos territórios, a imersão em diversas culturas e o enriquecimento do conhecimento artístico sempre alimentaram a sua curiosidade e a sua motivação para reinventar os limites da inovação e das artes decorativas. Os relógios selecionados testemunham essa liberdade de criar em todas as direções.

A exposição “Explore All Ways Possible”, tem um alcance geográfico, técnico e cultural. A abertura ao mundo que caracteriza a Maison desde a sua fundação é uma fonte de inspiração para novos designs e técnicas decorativas. Este dinamismo também impulsiona os seus relojoeiros a aventurarem-se em novos territórios técnicos e a aceitarem desafios, particularmente em termos de cronometria e fiabilidade. O renome da Maison foi, portanto, forjado para além das fronteiras. As feiras universais em que participou e as viagens comerciais iniciadas por François Constantin no início do século XIX contribuíram grandemente para isso, fomentando a sua criatividade. Os relógios desta nova exposição refletem essa essência.

Exploração geográfica

Desde as suas raízes históricas no coração de Genebra, a Vacheron Constantin orquestrou a sua expansão comercial para além da Suíça desde o início. As viagens aos quatro pontos cardeais, particularmente da Europa ao Oriente Médio, passando pela Ásia e América, seguiram-se rapidamente às viagens aos países vizinhos. Cada um desses destinos cardeais corresponde a um tipo de relógio na exposição “Explore All Ways Possible”, como os robustos e fiáveis ​​modelos Overseas para o Norte ou as peças Art Déco adornadas com motivos inspirados nas culturas do Extremo Oriente para o Este. O Sul, em particular, impulsionou a necessidade de modelos projetados para resistir à humidade e às variações de temperatura, enquanto os loucos anos 20 no Ocidente inspiraram relógios de design arrojado, como o American 1921.

Exploração cultural

Essa expansão geográfica traduziu-se numa variedade de formas, estilos e acabamentos. Através desses encontros com outras culturas, estilos arquitetónicos e sensibilidades artísticas, a Vacheron Constantin desenvolveu a sua própria estética, inspirando-se em técnicas e conhecimentos de outros mundos. A Maison foi uma das primeiras a apresentar relógios em formato tonneau e almofada, seguindo-se caixas em estilo Art Déco. Abriu as suas coleções Métiers d’Art a influências de horizontes distantes, exibindo a técnica maki-e, o topo da laca tradicional japonesa, após ter celebrado o poder das máscaras, símbolos da arte primordial. Com a coleção Égérie, o mundo da Alta-Costura serve como um impulso criativo, enquanto a Antiguidade adorna os mostradores dos relógios por meio de representações dos esplendores do Louvre.

Exploração Técnica

Esta busca pela harmonia, tanto na forma quanto na ornamentação, é reforçada pela ciência relojoeira. Ao explorar novas soluções mecânicas, sempre impulsionada pela busca da inovação, a Maison oferece relógios cuja originalidade também deriva do domínio técnico. Esse espírito vanguardista reflete-se em relógios por vezes incomuns, como os relógios Jalousie da década de 1930 ou os modelos de relógio de bolso com persianas projetados para viagens. Leva a feitos de miniaturização com a criação de calibres minúsculos e resulta em soluções inovadoras como a função de hora mundial. A excelência técnica também se expressa por meio de desenvolvimentos na cronometria. Baseando-se na sua experiência e reputação adquiridas em competições relojoeiras, a Vacheron Constantin apresentou em 1907 um relógio de precisão robusto e extremamente legível, destinado tanto à competição quanto ao uso diário: o Chronomètre Royal.

EXPLORAÇÃO DO NORTE – Relógio de pulso, relógio em ouro amarelo de 18 quilates, com mostrador em esmalte cloisonné representando uma caravela no mar, (Ref. 4308)

Calibre 9’‘’ 466/2B, movimento de corda manual. Ø  31 mm – 1950

Este modelo apresenta asas decorativas em forma de «chifre de vaca», as chamadas «Cornes de Vache».

Desde a sua criação, a Maison tem vindo a desenvolver relógios robustos, fiáveis e precisos, particularmente indicados para a navegação. A exploração do Norte não tardou a dar origem a criações inspiradas no espírito das viagens pelos mares e oceanos.

A coleção Overseas, concebida em colaboração com o designer Dino Modolo e lançada em 1996, encarna de forma especial este espírito de aventura e exploração através dos mares e oceanos. No fundo da caixa (da primeira e da segunda geração da Overseas) é possível admirar a gravação de um magnífico veleiro de três mastros, inspirado no Amerigo Vespucci, o famoso navio-escola da Marinha italiana que sulcou todos os oceanos do mundo. Lançado ao mar em 1931, este veleiro leva o nome do navegador e explorador italiano.

Para a terceira geração do Overseas, a Maison decidiu adornar a massa oscilante do movimento, em ouro de 22 quilates, com a gravação de uma rosa dos ventos, que representa os quatro pontos cardeais, um símbolo que permitia aos marinheiros orientarem-se no mar utilizando as estrelas e os pontos de referência.

Na nossa coleção privada há muitos relógios relacionados com viagens pelos sete mares, como o modelo de referência 4308.

Esta criação exibe uma caravela em esmalte cloisonné sobre um fundo de ondas revoltas. O mostrador está decorado com quatro algarismos romanos e oito cabochões de ouro. O design desta criação requintada completa-se com um bisel fino e asas em forma de chifre de vaca.

EXPLORAÇÃO DO SUL – Relógio de bolso, «Disco volante», ouro amarelo de 18 quilates, ultraplano, mostrador dourado com acabamento em raios de sol, (Ref. 6345) – Ø 42 mm – 1959

Calibre 9’‘’ 1003, movimento de corda manual

Para cativar uma clientela cada vez mais exigente, a Maison inspira-se em paisagens exóticas e na arte oriental para criar relógios adornados com motivos arabescos gravados e esmaltados no fundo da caixa, na carrura e no mostrador, ou que exibem algum animal emblemático das terras quentes do sul, como uma cobra ou um papagaio.

Além disso, a Maison tem-se destacado pela sua mestria na adaptação dos seus relógios às exigências dos climas tropicais. A oferta de relógios precisos, fiáveis e robustos garantiu um sucesso internacional imediato, especialmente na América Latina, onde os relógios da Vacheron Constantin são muito apreciados pela sua resistência às variações de temperatura, humidade e oxidação.

Dentre as criações que ilustram a natureza desértica e árida, característica do sul, encontram-se os relógios disco volante, que apresentam uma estética minimalista perfeitamente conseguida

Este relógio de bolso, um dos últimos deste tipo devido à hegemonia que os modelos de pulso foram adquirindo paulatinamente, está em perfeita sintonia com a década de 1960, em que o estilo por vezes tomava liberdades extravagantes. Este modelo ultraplano em ouro rosa é a versão de bolso de um relógio apelidado de «Disco-Volante» pelos colecionadores italianos. Caracteriza-se pela sua caixa biselada, também conhecida como «fio de faca», concebida para realçar a extraordinária finura do relógio, característica que se procurava ao utilizar o Calibre 1003.

A mestria da Maison é evidente nos acabamentos do relógio, que vão desde o polimento escovado da caixa, ao polimento à pedra do bisel e aos efeitos subtis gerados pela luz ao incidir sobre o mostrador dourado.

EXPLORAÇÃO DO ESTE – Relógio pingente em estilo art déco, em ouro amarelo com coral, madrepérola, esmalte preto e ouro branco cravejado com diamantes; mostrador prateado. Ø  23 x 30 mm – 1925

Calibre 9’‘’ 94 Art VNP, movimento de corda manual

Fabricado em colaboração com a Verger Frères (casa parisiense), representante na França entre 1879 e 1938.

A exploração do Oriente pela Vacheron Constantin resultou em novos mercados na Ásia a partir de meados do século XIX. A Maison atravessava, naquela época, a sua própria revolução industrial, decorrente da padronização e da intercambiabilidade dos componentes dos relógios, o que foi possível, nomeadamente, graças à introdução do pantógrafo por Georges Auguste Leschot, o que levou a Manufatura a centrar o seu olhar nos territórios ainda inexplorados do Oriente. Estas expedições levaram a Manufatura a criar relógios inspirados na arquitetura e na cultura destes novos mercados.

As peças que resultaram ajustavam-se às convenções estéticas dos relógios destinados à exportação para a Ásia naquela época (incrustados com pérolas, fundos de caixa adornados com gravuras, etc.). Embarcando em portos como Liverpool, empreendiam longas viagens de várias semanas antes de chegarem ao continente asiático.

Os relógios pingentes, usados como colares longos ou como broches, gozaram de grande popularidade durante o período art déco, tal como demonstra este modelo de influência japonesa, adornado com motivos de coral, madrepérola e esmalte preto e ouro branco cravejado com diamantes.

Estas tendências estiveram na origem deste tipo de relógio-broche, que combinava a complexidade técnica dos pequenos movimentos relojoeiros com os códigos estéticos da joalharia. Esta criação retrata um percurso de descoberta do desconhecido, no qual a mestria e a inovação se encontram ao mais alto nível, abrindo novos horizontes para a aliança entre a relojoaria e as técnicas decorativas (laca, engaste de pedras preciosas).

EXPLORAÇÃO DO OESTE – Relógio secreto, caixa em ouro amarelo de 18 quilates, com gravação de uma moeda americana de 20 dólares de 1880, (Ref. 6510). Ø 34,5 mm – 1964

Calibre 9’‘’ 1003, movimento de corda manual

Apresentado em 1955 por ocasião do bicentenário, o calibre 1003 tem uma espessura de apenas 1,64 mm e foi o mais plano do mundo durante muitos anos.

A exploração do Oeste refere-se à expansão histórica da Maison para a América do Norte a partir de 1817 e à abertura do seu primeiro escritório em Nova Iorque em 1832. Empenhada em conquistar este continente, a Maison concebeu uma série de relógios para satisfazer as exigências deste novo mercado, inspirando-se em símbolos como o dólar americano, a efígie da Liberdade e as estrelas que representam os 13 estados fundadores.

A Maison criou modelos como o American 21, concebido originalmente para o mercado norte-americano. Com o seu design em forma de almofada e a coroa descentrada, este modelo reflete o ambiente dos loucos anos 20 nos Estados Unidos. Da mesma forma, os relógios art déco em dois tons, com as suas formas geométricas, e as criações esqueletizadas inspiram-se na arquitetura das principais cidades norte-americanas. Magistral combinação de metal e transparência, delicadeza e leveza, estas peças, equipadas com calibres ultraplanos, são esvaziadas para conservar apenas o material indispensável e deixar que a luz fale por si mesma.

A Vacheron Constantin tem dominado a complexa arte da fabricação de relógios-moeda. Este relógio de pulso secreto, fabricado em 1964, é um testemunho da arte relojoeira, elaborado a partir de uma moeda americana de 20 dólares de 1880. Está decorado com símbolos de liberdade e independência: a efígie da Liberdade, representada sob a forma de uma cabeça coroada voltada para a esquerda, rodeada por treze estrelas.

EXPLORAÇÃO ARQUITETÓNICA –Relógio de pulso em platina «Horas Saltantes», mostrador prateado guilloché, abertura às 12 horas (ref. 43040). Ø 36 mm – 1995

Calibre 12’’’ ½ -1120 – movimento de corda automática

Este calibre é, há muito tempo, um dos movimentos automáticos mais planos do mundo (espessura total de 2,45 mm). Tem um diâmetro de 28,00 mm e a sua frequência é de 19 800 alternâncias por hora.

A Vacheron Constantin cria uma vasta gama de relógios com formas originais que marcaram a Alta Relojoaria e enriqueceram o legado da Maison. Estes relógios distinguem-se pela sua assinatura técnica e estética singular, verdadeira personificação do lema da Maison: «Fazer melhor se for possível, o que é sempre possível».

Uma simples caixa transforma-se numa criação artística graças à qualidade do seu design: as proporções, a curvatura, a legibilidade do mostrador, o tamanho e a forma das asas ou da coroa: cada detalhe é o resultado de um planeamento meticulosamente estudado e dá origem a modelos com apelidos carinhosos: Caranguejo, Borboleta, Discovolante, Cornucópia… Estes nomes, de origens diversas, expressam a natureza singular de um relógio, associando geralmente a sua forma à de um animal, uma pessoa, um monumento ou um objeto.

Os relógios com horas saltantes foram concebidos pelos mestres relojoeiros para facilitar a leitura da hora. Esta complicação, inicialmente desenvolvida para relógios de bolso, voltou a ganhar popularidade na década de 1990, como ilustra este modelo de referência 43040. Com um mostrador adornado com um magnífico motivo guilloché, este modelo de 1995 apresenta uma indicação especial da hora com horas saltantes e minutos rotativos exibidos através de índices misteriosos.

EXPLORAÇÃO INTERCULTURAL – Relógio de pulso, Métiers d’Art Savoirs Enluminés – Halcyon, ouro branco de 18 quilates, mostrador em ouro amarelo de 22 quilates, gravado, champlevé e esmalte em miniatura. Ø 40 X 40 mm – 2015

Calibre RA 12’’’ – 1120 AT, um dos movimentos automáticos mais finos do mundo (espessura aproximada de 2,45 mm).

Alción – ave marinha ligada à água, que constrói o seu ninho sobre os mares, por mais adversas que sejam as condições meteorológicas, e que simboliza a serenidade. 

Tal como o século que o precedeu, o século XX está impregnado de um espírito criativo. A Vacheron Constantin cultiva o seu compromisso com os Métiers d’Art (ofícios artísticos) e cria relógios que são o resultado de uma meticulosa investigação estética, que parecem verdadeiras obras de ourivesaria, como as criações com motivos florais flinqué, inspiradas na renda francesa, elaboradas em esmalte translúcido sobre um fundo de platina com um delicado acabamento guilloché.

A coleção «Métiers d’Art», que oferece um campo de expressão especialmente rico para os mestres dos ofícios artísticos que se inspiram na história, na prática artística e na cultura, é um testemunho vivo de uma criatividade inquestionavelmente aberta ao mundo.

Com esta coleção, a Maison demonstra uma determinação inabalável em perpetuar um dos seus valores fundamentais: a transmissão das tradições artesanais. Composta por três edições limitadas de 20 peças, esta série Métiers d’Art Savoirs Enluminés inspira-se no Bestiário de Aberdeen. Esta obra do início do século XIII, uma das obras-primas da literatura medieval, desempenhava uma dupla função, científica e ficcional.

Em homenagem a este manuscrito, a Maison escolheu três animais do Bestiário, entre eles este Águia, ave marinha de plumagem esplêndida criada em esmalte champlevé e esmalte miniatura. Esta representação, que reproduz com extrema fidelidade o original, é completada por uma gravura na parte inferior do mostrador, através de uma técnica de sombreado e texturização em ouro, que remete para a caligrafia da época. O Calibre ultraplano 1120AT, que aciona uma indicação retrógrada que mostra as horas em frente à escala dos minutos, utilizando um mecanismo de estrutura satelital, completa esta composição habilidosa, criativa e de marcado caráter arquitetónico, realçada pelo uso de técnicas relojoeiras igualmente imaginativas.

EXPLORAÇÃO QUE CONDUZ À INOVAÇÃO – Relógio de bolso Art Déco «Surprise», em ouro amarelo de 18 quilates, esmalte verde, decoração floral, mostrador prateado. 

Ø 31 x 42  mm – 1928

Calibre 9’‘’ 94 Art, movimento de corda manual

Fabricado em colaboração com a Verger Frères (casa parisiense), sistema de abertura por pressão em ambos os lados 

Desde os seus primórdios, a Maison tem cultivado uma combinação subtil entre o respeito pela tradição e o gosto pela inovação, o que alimenta os seus progressos técnicos. Com o advento do relógio de pulso, a exploração de materiais ultraplanos permitiu aos relojoeiros da Maison desenvolver movimentos em miniatura. Assim, em 1915, o calibre «tubo», com forma de baguete e ligeiramente curvado, era uma das criações mais atípicas da sua época. Com apenas 6,5 mm de largura e 26 mm de comprimento, este movimento equipava um dos relógios adquiridos por Sir Bhupindra Singh, Marajá de Patiala.

A Vacheron Constantin sempre demonstrou uma notável capacidade de inovação. Entre as suas criações mais revolucionárias encontram-se as desenvolvidas em colaboração com a Maison Verger Frères. Ainda em 1879, Ferdinand Verger, representante da Vacheron Constantin no escritório de Paris, fundou o seu próprio atelier de design de caixas.

Esta colaboração deu origem a inúmeras criações excecionais, sobretudo entre 1920 e 1930, um período propício à imaginação e às extravagâncias mais descabidas do art déco. Várias delas incorporavam mecanismos patenteados (patentes propriedade da Verger Frères), como os chamados relógios «surpresa».

Os loucos anos 20 trouxeram também consigo o desejo de conquistar novos horizontes. Os cruzeiros transatlânticos e os destinos exóticos tornaram-se objetos de desejo sonhados. Concebido como relógio de viagem e como relógio de bolso, este relógio demonstra a engenhosidade dos relojoeiros da Vacheron Constantin na criação de objetos práticos para o uso quotidiano. Este relógio de 1928, elaborado em ouro amarelo, está adornado com motivos geométricos em esmalte verde. O relógio, impulsionado por um calibre de corda manual 9’’’ 94, possui um movimento integrado numa caixa com um sistema de abertura tipo persiana, que protege o vidro.

EXPLORADOR DO MUNDO – Relógio de pulso Royal Chronometer, ouro branco de 18 quilates, mostrador prateado mate, (Ref. 6694 – «Batman»). Ø 35 mm 1967

Calibre 12’’’ -1072 – movimento de corda automática

«Cronómetro» é um termo proveniente de uma palavra grega (khrónos metron), que significa instrumento para medir o tempo. As suas origens remontam ao mundo da navegação. 

Famosa entre os profissionais da exploração pela fiabilidade dos seus relógios, tal como demonstra a carta do explorador Auguste Thouar, que encomendou um relógio cronómetro, a Vacheron Constantin esforça-se constantemente por atingir níveis de precisão cada vez mais elevados, no seu empenho em satisfazer as exigências dos seus clientes. Desde o final do século XIX, o Imperator (nome derivado dos documentos internos da Maison) foi concebido como um relógio de bolso robusto e resistente à água. Inicialmente destinados aos mercados europeus, estes relógios incorporavam dobradiças reforçadas, alças alargadas e uma coroa de corda aumentada, com uma junta no pingente para oferecer a máxima proteção ao movimento. O Chronomètre Royal é outro modelo que contribuiu para consolidar a reputação da Maison no campo da precisão. Para satisfazer as exigências do mercado latino-americano, a Vacheron Constantin desenvolveu um relógio fiável, capaz de suportar as condições climáticas adversas do continente. Este relógio de bolso, lançado em 1907 com a denominação «Chronomètre Royal», perpetuou a tradição de precisão, o que garantiu o seu sucesso internacional durante mais de um século. A Maison registou a marca «Chronomètre Royal» nesse mesmo ano. A sua solidez, fiabilidade e precisão são especialmente apreciadas pelos entusiastas que vivem em ambientes difíceis, como o da América Latina. Em 1953, o primeiro relógio de pulso Chronomètre Royal equipado com o Calibre 1007 apresentava as características clássicas da sua caixa em ouro amarelo, dando continuidade ao legado dos relógios de bolso Chronomètre Royal. Em 2007, a Maison celebrou o centenário do modelo Chronomètre Royal de 1907, apresentando a referência 86122, uma edição limitada de cem peças, com o número 12 em esmalte vermelho. O seu calibre mecânico de corda automática é distinguido pelo Punção de Genebra e está certificado pelo COSC.

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