Discos Perdidos estreia em Portugal

Depois de correr o mundo no circuito de festivais, várias nomeações e prémios atribuídos, Discos Perdidos estreia em Portugal no festival “Caminhos do Cinema Português” a 26 de Novembro.
O filme de Tiago P. de Carvalho está na selecção principal do festival, ao lado de outros grandes filmes, como Listen.
A ideia nasce com Nuno Costa Santos, um açoriano a viver no continente com o nostálgico amor da sua ilha natal, que convida Tiago para contar a aventura existencialista de regresso às origens, fazendo um retrato retro-pop, de uma perspectiva açoriana nunca antes retratada, lançando questões acerca da adolescência isolada no meio do Atlântico durante os anos 80, e a importância da música como escultora da nossa individualidade.O resultado é um filme híbrido que desafia e mistura a ficção com o documental, numa viagem mesmerizante de 60 minutos.

A produção é da Guérrilha Films, em associação com a produtora de António-Pedro Vasconcelos: Oficina de Filmes.

Tiago P. de Carvalho está de momento a terminar o seu próximo filme, encomendado pela RTP. Um thriller adaptado do conto de Mário de Carvalho: Uma Vida Toda Empatada – protagonizado por Maria João Pinho. Produzido pela Marginal Filmes.

O projecto do festival “Caminhos do Cinema Português” nasce em 1988 na sequência do Curso de Verão, com o nome homónimo, que a Sala de Estudos Cinematográficos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra ministrava para estrangeiros e que se constituía como uma espécie de complemento às sessões teóricas para o visionamento de filmes.

Realizou-se então a primeira edição da então Mostra de Cinema Português, organizada à data entre a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e o Centro de Estudos Cinematográficos/AAC. Mostra esta que foi evoluindo, tornando-se mais tarde no Festival que projecta a produção cinematográfica nacional. O programa desta primeira edição contou com obras de realizadores consagrados, tais como Paulo Rocha, Luís Filipe Rocha, João César Monteiro e o incontornável Manoel de Oliveira. Seguiram-se mais duas mostras em 1989 e 1990 que apostaram essencialmente em mostrar cinema português tendo por base não um formato competitivo, mas sim uma temática. Na terceira edição, a programação subordinou-se a três grandes eixos que foram: O Documento – com a projecção de filmes como “Trás-os-Montes” de António Reis e Margarida Cordeiro, “Belarmino” de Fernando Lopes, “A Fuga” de Luís Filipe Rocha, O Texto – com filmes como “Amor de Perdição” de Manoel de Oliveira, “Conversa Acabada” de João Botelho, “Crónica dos Bons Malandros” de Fernando Lopes, O Imaginário – em que foram projectados filmes, como “Verdes Anos” de Paulo Rocha, “Um Adeus Português” de João Botelho e Leonor Pinhão, entre muitos outros.

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