A casa, um local mais que um dormitório

Nestes tempos em que a casa tornou-se mais que “o local onde vamos dormir e, talvez, aproveitar o fim‑de‑semana”, o cuidado e a transformação em escritório ou atelier de trabalho tem de ser reavaliada. Assim, a  Zara Home lança a sua nova coleção cápsula de pintura. Produtos de alta qualidade em materiais como a cerâmica, madeira e linhos. Além disso, nesta ocasião, a Zara Home junta-se à célebre empresa de artigos de pintura, Winsor & Newton.

Bent Van Looy protagoniza o último editorial a propósito do lançamento da coleção cápsula de pintura. O músico de origem belga-flamengo estudou arte na universidade, mas colocou de lado as suas ambições artísticas quando a sua carreira musical começou a ser reconhecida.

Após duas décadas de estrada, Bent voltou a pegar nos pincéis e aperfeiçoou o estilo romântico baseado em telas extremamente criativas em tecnicolor.

Como é que a pintura e a música se cruzam no seu caso?

Costumava pensar que estavam bem separadas, mas ultimamente comecei a ver que a minha pintura e a minha música partilham algo importante: Romanticismo. Na minha música, sou tudo menos minimalista. Fico entusiasmado por progressões complexas de acordes e melodias etéreas, algo que não está na moda nestes tempos de música pop eletrónica, frugal e atmosférica. Na minha pintura, também me interessam as ideias loucas e as formas do período Romântico, a atração mística da natureza, o grande respeito pelos poetas que dizem a verdade, as trevas subjacentes aos contos de fadas dos Irmãos Grimm.

Que similaridades há em ambos os processos criativos?

Tanto na pintura como na música, recorro a momentos curtos e muito intensos de trabalho concentrado. Uma canção geralmente vem até mim quando caminho na rua, uma sugestão de melodia, uma frase para o refrão. Sinto que ficar submergido nos sons e movimentos da cidade, combinado com o ritmo dos meus passos faz o meu cérebro trabalhar de forma diferente, permite que nasçam coisas estranhas. Talvez seja o não pensar, em vez do pensar. De igual modo, quando começo uma pintura, muitas vezes é algo que vejo numa revista, na rua, ou mesmo online, que me desperta. Depois deixo a imagem original de lado rapidamente, para permitir que a pintura seja ela própria.

Fotografia: Andrea Urbez

Set Design: Georgina Pragnell

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