Trinta anos depois do lançamento do primeiro Callabriga tinto, a Casa Ferreirinha abre um novo capítulo na história da marca com o Callabriga Branco 2025. Mais do que uma nova referência, este vinho representa a evolução de uma visão que continua a explorar o potencial do Douro Superior, cruzando conhecimento adquirido ao longo de décadas com uma abordagem renovada à viticultura e à enologia.
A descoberta das vinhas de altitude tem assumido um papel cada vez mais relevante neste percurso. Desde 2017, a Casa Ferreirinha tem vindo a investir na aquisição, plantação e recuperação de vinhas em zonas mais elevadas da região, procurando compreender como diferentes localizações e condições de cultivo podem revelar novas expressões das castas e do território.
O Callabriga Branco 2025 nasce precisamente desse trabalho, reunindo uvas da Quinta da Muxagata, adquirida em 2020, com vinhas que atingem os 500 metros de altitude, e da Tapada do Castanheiro, adquirida em 2017, onde as vinhas chegam aos 600 metros.
A altitude como assinatura Callabriga
Produzido a partir de quatro castas brancas — Rabigato (35%), Viosinho (30%), Gouveio (20%) e Arinto (15%) —, o vinho procura conciliar a identidade do Douro Superior com um perfil marcado pela frescura e pela elegância.
Após cerca de oito meses de estágio em barricas de carvalho, maioritariamente novas, apresenta uma cor citrina brilhante e um perfil aromático complexo, onde se destacam frutos brancos, flor de laranjeira e notas cítricas. Na boca, o volume e a frescura encontram equilíbrio numa madeira bem integrada, conduzindo a um final longo e preciso.
O resultado reflecte uma interpretação do território que procura valorizar não apenas a concentração e a estrutura, mas também a subtileza e a dimensão aromática das castas brancas cultivadas em altitude.

Entre a experiência e novas ideias
Para o enólogo Luís de Sottomayor, o desafio consistiu em encontrar uma expressão própria para o primeiro Callabriga branco, preservando a identidade da marca sem repetir a fórmula dos seus tintos.
O projecto representa também um diálogo entre gerações, com Lourenço Charters na enologia e Fernando Agulló Guedes ligado à nova geração da família. Uma colaboração que permite revisitar um território conhecido através de novas perspectivas e aprofundar a compreensão do potencial vitivinícola do Douro Superior.
Com uma produção limitada a 8.371 garrafas, o Callabriga Branco 2025 assinala uma etapa significativa para a Casa Ferreirinha. Três décadas depois do primeiro Callabriga tinto, a marca reafirma a sua capacidade de evoluir sem perder a ligação às origens, revelando uma nova faceta de uma das regiões vitivinícolas mais singulares de Portugal.
Casa Ferreirinha introduces Callabriga Branco 2025, marking a new chapter in the brand’s history, 30 years after the first Callabriga red wine. Sourced from high-altitude vineyards in the Douro Superior, the wine reflects the region’s distinctive terroir and the producer’s continued exploration of its white grape varieties.
A blend of Rabigato, Viosinho, Gouveio and Arinto, the wine spends approximately eight months ageing in oak barrels, mostly new. Elegant and complex, it combines white fruit, orange blossom and citrus notes with freshness, texture and a long, precise finish.
Limited to 8,371 bottles, Callabriga Branco 2025 brings together Casa Ferreirinha’s longstanding expertise and a new generation’s vision for the future of Douro winemaking.