Perícia em exposição da Vacheron Constantin em Lisboa

Perícia em exposição da Vacheron Constantin em Lisboa

Perícia em exposição da Vacheron Constantin em Lisboa. Fomos conhecer esta exposição maravilhosa na boutique da marca, em plena avenida da liberdade, e ficamos fascinados pela mestria e perícia de cada relógio exposto. Está patente até dia 10 deste mês. Famosa pela sua mestria no campo das grandes complicações relojoeiras, a Vacheron Constantin também se distinguiu no campo da cronometria e dos instrumentos de precisão. Esta perícia fez com que os relógios da Maison e, em particular, os seus cronógrafos, se convertessem em favoritos de cientistas, exploradores e atletas. Em 1977, a Vacheron Constantin celebrou o seu 222º aniversário com um novo relógio que marcou firmemente a sua presença no mundo dos relógios desportivos: o “222”, cuja delicada elegância inspirou a coleção Overseas. Os relógios selecionados, agora expostos na Boutique Vacheron Constantin, permitem obter uma visão geral desta saga épica. 

Os relógios desportivos são instrumentos que conjugam uma precisão cronológica impecável e a robustez necessária para suportar os desafios associados a um estilo de vida ativo. Para a Vacheron Constantin, esta dualidade manifestou-se sempre em relógios cujos requisitos técnicos se uniam a uma requintada elegância estética. Conhecida desde a sua fundação pela perícia com que domina as complicações relojoeiras mais sofisticadas, a Maison distinguia-se já numa fase inicial pelo desenvolvimento de modelos perfeitamente adaptados às necessidades de cientistas e exploradores. Estes relógios de bolso, produzidos desde a década de 1850 até ao início do século XX, eram muito apreciados pela sua fiabilidade e precisão. Distinguidos com inúmeros prémios atribuídos em concursos de cronometria, despertaram o interesse de diversas forças militares como instrumentos que conjugam a cronometria de precisão e uma extraordinária robustez. 

O aparecimento do relógio de pulso no início do século XX abriu a oportunidade à Vacheron Constantin de mostrar os seus conhecimentos técnicos na produção de cronógrafos, que se tornaram peças de referência nos círculos desportivos. A longo das décadas, estes expoentes máximos da relojoaria, especializados na medição de curtos períodos de tempo, demonstraram constantemente a sua capacidade de adaptação às exigências da vida contemporânea, nas quais o desporto e as viagens ocupam um lugar cada vez mais importante, sem perderem um mínimo da elegância que os caracteriza. Um exemplo perfeito é o modelo Turnograph Referência 6782, da década de 1950, geralmente reconhecido como o primeiro relógio desportivo de uma prestigiada Maison relojoeira. 

Para ilustrar esta tradição de relógios de precisão e modelos desportivos produzidos pela Vacheron Constantin desde a década de 1940, a Maison recorreu ao seu vasto património, constituído por mais de 1300 peças, para selecionar as mais representativas dos diferentes períodos e tendências. Os relógios selecionados expostos em Lisboa são a prova da perícia técnica ao serviço da elegância. 

Perícia em exposição da Vacheron Constantin em Lisboa

• Cronómetro de bolso em prata – 1944 

O desenvolvimento de relógios para profissionais, nos quais se conjuga a precisão e perícia com a sofisticação técnica, é uma das facetas do espírito pioneiro da Vacheron Constantin. Para satisfazer as exigências de cientistas, exploradores, desportistas, tanto homens como mulheres, bem como de observatórios astronómicos, a Maison tem vindo a apresentar relógios de bolso fiáveis e precisos desde o século XIX, com os quais obteve numerosos galardões em competições de cronometria. Este modelo em prata, com pequeno ponteiro dos segundos e indicação de reserva de marcha, é um exemplo perfeito dessa perícia e experiência. Um cronómetro certificado e perfeitamente legível graças ao seu diâmetro de 60 mm, equipado com o Calibre 162, que dispõe de um pêndulo bimetálico Guillaume (latão e liga de aço e níquel) para compensar as variações de temperatura que podiam afetar o bom funcionamento do regulador. Charles-Edouard Guillaume, que inventou esta nova liga em 1897, recebeu o Prémio Nobel da Física em 1920. 

• “Chronomètre Royal” de carga automática em aço inoxidável – 1976 

Apresentado em 1975 e produzido até 1977, este Chronomètre Royal de carga automática marcou uma fase de transição na Vacheron Constantin. A elegância dos seus cronómetros, perfeitamente plasmada no legendário “Batman”, Referência 6694, assinalava uma evolução para modelos mais desportivos, com braceletes metálicas integradas. Durante grande parte do século XX, a Vacheron Constantin reservou o nome “Chronomètre Royal” para os seus modelos mais emblemáticos. Esta referência 2215, com todos os seus exemplares numerados, é claramente uma destas peças emblemáticas, tendo sido apresentado inicialmente em ouro amarelo ou aço, um metal que surgia pela primeira vez nesta categoria dos cronómetros da Maison. Este relógio, com a sua caixa de formas especialmente perfiladas, espelha claramente o estilo informal da década de 1970, realçado pelos três diamantes talhe baguete que decoram o mostrador e servem como marcadores horários. Este modelo de cronómetro certificado é acionado pelo calibre de carga automática 1096, com funções de data instantânea e paragem de segundos. 

• Relógio em ouro amarelo “222” com bracelete integrada – 1981 

Por ocasião da celebração do seu 222º aniversário, em 1977, a Vacheron Constantin apresentou o “222”, um relógio com bracelete integrado, criado pelo jovem designer Jörg Hysek, no qual foi estudado minuciosamente o mais ínfimo pormenor, como a Cruz de Malta gravada na carrure. É um dos modelos mais reconhecíveis da Vacheron Constantin, com a caixa monobloco e o bisel protetor do tipo escotilha, aparafusado diretamente ao fundo da caixa para garantir uma estanqueidade até uma profundidade de 120 metros. Acionado pelo calibre de carga automática 1124, a versão em ouro amarelo de 35 mm de diâmetro, com o disco cinza-antracite, produzida em 1981, apresenta o perfil mais caracteristicamente requintado e elegante do 222. Produzido até 1985 em diferentes tamanhos e interpretações, incluindo a versão original Jumbo em aço, de 37 milímetros, o 222 é considerado um dos primeiros relógios desportivos emblemáticos da Vacheron Constantin. 

Cronógrafo em ouro amarelo Phidias – 1991 

No final da década de 1980, quatro anos após a cessação da produção do “222”, a Vacheron decidiu regressar à gama dos relógios desportivos e elegantes com o “Phidias”, um modelo concebido por Dino Modolo. Em sintonia com o estilo dessa década, este relógio, com a bracelete arredondada integrada, apresenta um perfil muito mais elegante do que desportivo. Contudo, a coleção “Phidias” dispunha de uma cuidada variedade e incorporava complicações, tais como as funções cronográficas deste modelo em ouro amarelo de 36 milímetros. A discreta natureza do disco, realçado por dois contadores cronográficos complementados por um pequeno ponteiro dos segundos e um indicador da data, não é afetada pela escala taquimétrica gravada no bisel. Este modelo é acionado por um calibre 1136 de carga automática. 

• Overseas de carga automática em aço inoxidável – 2002 

O relógio Overseas, igualmente concebido por Dino Modolo, é um herdeiro direto do “222”. Neste sentido, o ano de 1996, aquando da apresentação deste modelo, foi um ano de extrema importância para a Vacheron Constantin, durante o qual se consolidou a sua presença no universo dos relógios desportivos e elegantes. Este acontecimento revelou-se ainda mais importante, se isso fosse possível, com o sucesso imediato deste relógio. Inspirado na ideia das viagens, o Overseas foi apresentado inicialmente em três tamanhos, com calibres de carga imediata, antes de lançar uma interpretação cronográfica, através desta Referência 49140 em aço inoxidável, a primeira da coleção Overseas. O aspeto desportivo do relógio é realçado pelas proteções da coroa, pelos pulsadores de parafuso das funções cronográficas, e pelo sólido bisel que recorda o emblema da Cruz de Malta da Vacheron Constantin. 

• Overseas II de carga automática em aço inoxidável e titânio – 2010 

O sucesso dos primeiros relógios Overseas pode ser medido pela sua longevidade. Foi necessário esperar até 2004, oito anos após o lançamento da coleção, para que surgisse a segunda geração do modelo. Nesta ocasião, o design registou uma evolução significativa, realçando o aspeto desportivo e a audácia do relógio. As dimensões foram igualmente adaptadas aos critérios predominantes na década do ano 2000. Por conseguinte, o relógio Overseas II adotou um diâmetro de 42 milímetros, numa sólida caixa constituída por três elementos unidos por 16 parafusos, que garantiam uma estanqueidade de até 150 metros. O movimento encontra-se igualmente protegido contra campos magnéticos com uma jaula em ferro doce. Em perfeita consonância com a vocação da coleção Overseas, este modelo, meticulosamente elaborado em aço com bisel de titânio, é um relógio de viagem equipado com a função GMT, além de um indicador dia/noite, e data do tipo ponteiro, bem como a indicação de reserva de marcha, e tudo isso exibido num mostrador de cor antracite, com acabamento acetinado e efeito soleil. 

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