Um jardim suave no Oriente

Um jardim suave no Oriente

Hermès Parfums - Jardin de Monsieur LiUma surpresa, um aroma que apela já à primavera, tempo de jardins frescos e com cheiros de frutos e flores. Descobrimos isto ontem na apresentação do novo aroma da casa Hermès.

Em 2003, Hermès criou Un Jardin en Méditerranée, fazendo eco ao tema do ano: o Mediterrâneo. Este primeiro perfume-jardim foi assinado por Jean-Claude Ellena, que se torna, então, perfumista da Maison.

De um jardim para o outro, todos alimentados pelo tema do ano, seguir-se-ão, em 2005, 2008 e 2011, Un Jardin sur le Nil, Un Jardin après la Mousson e Un Jardin sur le Toit, encontros entre o espírito de Hermès e a alma de um local. O que há de mais irresistível para um nariz errante do que um passeio, tema escolhido para o ano 2015?

O que há de mais atraente para este apaixonado pelos Orientes, pela harmonia e viagens do que o país onde se proclama: “A vida começa no dia em que se inicia um jardim”.

Jean-Claude Ellena voa, então, para a China. Visita jardins. Vários. Cada um era único, mas todos falavam a mesma língua, fluida e precisa. Assim, cria o seu jardim. Um jardim imaginário, inspirado pela força simbólica de todos esses jardins. Um paraíso terrestre, miniatura, de dimensões humanas. Um eremitério onde dialogar consigo e com os outros e prestar homenagem aos seus antepassados.

Um ponto de vista sobre a alma e a criação onde as diversas belezas nunca rivalizam, mas completam-se e elevam-se. Um local que só se pode apreciar plenamente se, todos os dias, der uma volta incompleta, humilde e fervorosa, com um olhar sempre renovado, um coração sempre mais puro. Um passeio onde o caminhante vislumbra uma surpresa, a cada instante, e caça os espíritos estéreis. Um local de meditação onde o passeio e o pensamento estão interligados, onde cada passo liberta a imaginação.

E como um jardim chinês permanece inacabado até que tudo, seja a lagoa ou o quiosque, tenha recebido um nome, este novo perfume-jardim chama-se Le Jardin de Monsieur Li. Para que cada um possa aí encontrar o seu refúgio, o seu lugar onde o repouso, o trabalho e a vida são um só. Porque, letrados ou não, chineses ou não, jardineiros ou não, “todos temos qualquer coisa em nós de Monsieur Li”, este apelido que, para ser frequente na China, nunca é comum, porque reúne e simboliza a nossa humanidade.

Os perfumes do passeio

“Recordo-me do odor dos lagos, do odor do jasmim, do odor das pedras molhadas, das ameixoeiras, dos kumquats e dos bambus gigantes. Tudo estava lá, e até na sua lagoa existiam as carpas que iam a tempo de se tornarem centenárias. Os arbustos de pimenteiros de Sichuan eram tão espinhosos como roseiras e as folhas exalavam um odor cítrico. Só me restava criar este novo jardim, que incluía todos os outros”. Jean-Claude Ellena

Uma pintura para a embalagem

Artista chinês contemporâneo, Li Xin nasceu nas margens do rio Amarelo e a casa onde morava encontra-se na falésia que o domina. Toda a sua infância foi banhada por esta imensa e poderosa maré. A sua visão, obviamente, mas também as suas fragrâncias e os seus murmúrios estavam omnipresentes. Criou, para a Hermès, uma série de pinturas e uma delas foi escolhida para envolver, como se embrulha um presente, o frasco do perfume-jardim que toda a sua viagem inspirou Jean-Claude Ellena.

Um rio de tinta ondula, tons de cinza, sem início nem fim, no papel fino. Emerge uma paisagem secreta da união do papel, da tinta e das águas. Os elementos que inspiraram o perfume conspiram no presente para o proteger. Uma fivela é apertada, antes de se abrir novamente perante o mistério de uma fragrância.

Eco da natureza e da tradição, um amarelo imperial atravessado por verde vivo, ácido, anisado, coroa a embalagem e ilumina o fraco.

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