Já cá estão há muitos anos mas, francamente, muito por culpa do design ninguém lhes ligava nenhuma. Um pouco como aqueles colegas de turma que são muito bons alunos mas não são fixes. Mas, tal como esses colegas, passados uns anos, é muito provável que os passemos a tratar por chefe, ou doutor ou a perguntar se querem batatas com o menu.
Foi um pouco isso que se passou com a Hyundai. Passaram de patinhos feios a cisnes. E não estou só a falar do design. Esse está, claramente, melhor. Os motores também deram um salto qualitativo. Certamente para acompanhar o mercado europeu. Qualidade de construção, já se sabe, é com eles; potência não. Eles são um pouco o 8 eo 80. Carros normais, são normais. Carros desportivos, são mesmo desportivos. No caso deste i30, o motor 1.6 litros a gasóleo é – espante-se – muito bom. Um concorrente à altura, direi. São quatro cilindros a empurrar o carro com um binário de 260Nm e 110 cavalos. Se quiser, pode optar pela versão mais potente com 136 que é ligeiramente mais cara. O preço nas duas versões é praticamente igual à concorrência.
O carro que ensaiei tinha uma caixa automática super competente. Tão competente que dava pra trocar alguns ministros por ela. O consumo ronda os 5 litros aos 100 e é tão suave como seria de esperar. Bastante equipamento de série, seja essa série a que for. Espero que não seja Game of Thrones, senão não chega ao fim, de certeza. Peço desculpa, ainda estou um pouco afectado por aquele primeiro episódio da nova temporada. Bem, retomando. Andei alguns dias com ele e só posso falar bem. Não pelo carro ser perfeito – não é – mas por ser exactamente aquilo que se espera dele: competente. Tem muitos botões no tablier, é verdade, mas como disse há pouco, o carro é coreano, logo, a preocupação nesse sentido é pouca. Um carro é feito para andar, segundo a sua filosofia.
Ao contrário dos europeus que, cada vez mais, querem o carro como uma extensão dos seus smartphones. Em suma, este Hyundai i30 1.6 CRDI com caixa automática de 7 velocidades é uma proporção correcta entre coreia e europa. 70/30, para ser mais preciso. Na próxima review vamos ver como se portou o Tucson, o irmão mais rebelde da família.






